Tratamento oral à base de atogepanto é indicado para adultos com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e amplia as opções de prevenção no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Aquipta (atogepanto) no Brasil para a prevenção da enxaqueca em adultos que apresentam pelo menos quatro dias da condição por mês.
Administrado por via oral, o medicamento atua sobre uma via relacionada à transmissão da dor e aos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da enxaqueca. A ação busca reduzir a ocorrência das crises, diferenciando a terapia de alternativas preventivas que não foram desenvolvidas especificamente para atuar nos mecanismos associados à condição.
Os estudos conduzidos durante o desenvolvimento do atogepanto demonstraram redução significativa no número de dias mensais de enxaqueca em comparação ao placebo. Os resultados foram observados tanto entre pacientes com enxaqueca episódica quanto naqueles com a forma crônica.
A aprovação amplia o conjunto de terapias disponíveis para uma condição neurológica que afeta aproximadamente 15% da população mundial. Caracterizada por episódios recorrentes de dor de intensidade moderada a grave, a enxaqueca também pode estar associada a náuseas, vômitos e maior sensibilidade à luz e ao som, com impactos sobre a qualidade de vida e as atividades profissionais e sociais.
Com o registro concedido pela Anvisa, o Aquipta passa a representar uma nova alternativa oral para a prevenção das formas episódica e crônica da enxaqueca no mercado brasileiro.
A autorização consta na Resolução nº 3.458/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).



