Subanálises do estudo OPTION TREAT reforçam a eficácia da combinação tripla em pílula única em diferentes perfis de pacientes
Características individuais dos pacientes, como sexo, raça e risco cardiovascular, podem influenciar a resposta ao tratamento da hipertensão arterial não controlada com um novo medicamento de combinação tripla em pílula única. É o que apontam três novas subanálises do estudo brasileiro OPTION TREAT, que aprofundam as evidências sobre a segurança e a eficácia da associação dos princípios ativos candesartana, anlodipino e clortalidona. Os resultados foram apresentados durante o ESC Congress 2026, principal encontro científico da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), realizado entre os dias 28 e 31 de agosto, em Munique, na Alemanha.
Idealizado pela Libbs Farmacêutica e conduzido em conjunto com o Einstein Hospital Israelita, o ensaio clínico avaliou a nova combinação tripla para o tratamento de pacientes com hipertensão não controlada.
“Os resultados principais do OPTION TREAT já haviam demonstrado a eficácia de uma combinação tripla em pílula única. As novas análises aprofundam esse conhecimento ao mostrar que a estratégia mantém consitência de efeito em diferentes grupos de pacientes e ao identificar fatores que podem influenciar a intensidade da resposta ao tratamento. Isso fornece evidências adicionais para apoiar uma abordagem mais personalizada da hipertensão na prática clínica”, afirma o cardiologista Dr. Vagner Madrini Junior, pesquisador do Einstein Hospital Israelita.
Uma das subanálises avaliou se homens e mulheres respondiam da mesma forma ao tratamento. Os pesquisadores observaram consistência de efeitoem ambos os grupos, mas com maior intensidade entre as mulheres, que apresentaram redução média de 23,9 mmHg na pressão arterial máxima (pressão sistólica), enquanto entre os homens essa redução foi de 18,7 mmHg ao longo das 12 semanas de acompanhamento – uma diferença de cerca de 28%.
“Os resultados sugerem uma resposta mais intensa entre as mulheres. Diferenças biológicas, comportamentais e até relacionadas ao estilo de vida podem influenciar a forma como homens e mulheres respondem ao tratamento da hipertensão, e compreender melhor esses fatores pode contribuir para abordagens cada vez mais individualizadas, afirma a cardiologista Dra. Patrícia Guimarães, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita.
Outra análise investigou se a raça modificaria a resposta ao tratamento. Realizada com 673 participantes, a subanálise mostrou que a nova combinação em pílula única proporcionou uma redução adicional média de 5,48 mmHg na pressão arterial sistólica em relação ao tratamento comparador. Os resultados foram semelhantes entre pacientes brancos, negros e pardos, reforçando o potencial de aplicação da estratégia em populações diversas, característica especialmente relevante em países com alta miscigenação, como o Brasil.
A terceira subanálise avaliou se pacientes com diferentes níveis de risco cardiovascular respondiam da mesma forma ao tratamento. Entre os 666 participantes analisados, aqueles classificados como de risco baixo ou intermediário apresentaram uma redução adicional média de 4,13 mmHg na pressão arterial sistólica em comparação aos pacientes de alto risco cardiovascular. Ainda assim, a nova combinação em pílula única foi superior ao tratamento comparador em todos os grupos, indicando que o risco cardiovascular pode influenciar a intensidade da resposta, mas não compromete a eficácia da estratégia terapêutica.
“Mais do que confirmar os resultados do estudo principal, essas subanálises ajudam a compreender como diferentes características dos pacientes podem influenciar a resposta ao tratamento. Para a Libbs, isso reforça a importância de investir em pesquisa clínica de alta qualidade e gerar evidências que contribuam para uma abordagem cada vez mais personalizada no cuidado das pessoas com hipertensão”, afirma Vivienne Carduz Castilho, gerente de Ciências Médicas da Libbs.



