A Pfizer incorpora ferramentas de inteligência artificial (IA) a diferentes etapas de sua pesquisa oncológica, da identificação de moléculas e alvos terapêuticos à simulação de estratégias para estudos clínicos.
Jeff Legos, diretor de oncologia da empresa, afirma que a tecnologia já auxilia pesquisadores na análise de dados e na avaliação de possíveis caminhos para o desenvolvimento de novos medicamentos. Segundo o executivo, algumas etapas de processos que antes levavam anos podem ser realizadas cerca de 50% mais rapidamente com o apoio da IA.
A estratégia está associada à meta da farmacêutica de incorporar pelo menos oito novos medicamentos-chave ao portfólio de oncologia até 2030.
A área representa aproximadamente 40% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento da Pfizer, que informa manter mais de 50 programas em desenvolvimento nesse campo. Entre as frentes de pesquisa da companhia estão terapias com pequenas moléculas, conjugados anticorpo-fármaco (ADCs) e anticorpos biespecíficos.
O uso de IA na pesquisa oncológica também é tema de estudos científicos. Revisão publicada em agosto de 2026 na revista Nature Reviews Clinical Oncology aponta aplicações da tecnologia na seleção de participantes, avaliação de elegibilidade e monitoramento de ensaios clínicos.
Os autores, porém, destacam que ferramentas mais complexas, como simulações de resultados e modelos digitais de pacientes, ainda precisam de validação mais robusta. O cenário indica que a inteligência artificial começa a ocupar espaço operacional no desenvolvimento de medicamentos, embora sua aplicação na geração de evidências clínicas ainda exija avaliação rigorosa.
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