A Novartis divulga resultados positivos dos estudos de fase III Remodel-1 e Remodel -2, que avaliaram o remibrutinibe em pacientes adultos com esclerose múltipla recorrente (RMS).
Nos dois ensaios, o medicamento oral apresentou redução significativa na taxa anualizada de surtos em comparação com a teriflunomida, tratamento utilizado como referência nos estudos. Os dados foram apresentados em 23 de outubro, durante o congresso MSToronto 2026, e publicados simultaneamente na revista científica The Lancet.
A redução relativa na taxa anualizada de surtos foi de 35,2% no Remodel-1 e de 31,2% no Remodel-2. Os resultados também indicaram redução de 29,2% no risco de progressão confirmada da incapacidade em seis meses, com significância nominal. Ao longo de 24 meses, mais de 92% dos participantes tratados com remibrutinibe permaneceram sem progressão da incapacidade, segundo esse critério.
O perfil de segurança não identificou sinais de toxicidade hepática nos estudos. A Novartis também informou que as interrupções do tratamento por eventos adversos foram quase 50% menores no grupo que recebeu remibrutinibe, em comparação com a teriflunomida (3,1% ante 5,8%).
A companhia pretende solicitar aprovação regulatória do medicamento para esclerose múltipla recorrente em diferentes mercados. O remibrutinibe ainda é investigacional para essa indicação e integra o portfólio de pesquisa da empresa em doenças imunomediadas.


