A policitemia vera, uma neoplasia mieloproliferativa crônica rara, foi tema de um painel realizado em 30 de setembro de 2026, durante o 13º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, em São Paulo.
Organizada pela Novartis, a sessão reuniu profissionais da área e um paciente para discutir aspectos da doença e formas de tornar as informações sobre a condição mais acessíveis.
Durante o encontro, o Instituto Roda da Vida apresentou um cordel sobre policitemia vera desenvolvido com apoio da Novartis.
A proposta utiliza a literatura popular como recurso de comunicação para explicar uma doença hematológica em linguagem mais próxima do público. Segundo a programação do congresso, participaram do painel Paola Torres, Renato Tavares, Catherine Moura e o paciente Fabio Pantoja, com mediação do médico e comunicador Drauzio Varella.
A policitemia vera faz parte do grupo das neoplasias mieloproliferativas, doenças relacionadas à produção anormal de células do sangue pela medula óssea. Também fazem parte desse grupo a trombocitemia essencial e a mielofibrose. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) mantém pesquisas voltadas à caracterização molecular e aos mecanismos envolvidos nessas doenças.
Entre as opções terapêuticas disponíveis está o ruxolitinibe, princípio ativo do Jakavi, da Novartis. Conforme a indicação aprovada pela Anvisa, o medicamento é destinado a pacientes adultos com policitemia vera que são intolerantes ou resistentes à hidroxiureia ou à terapia citorredutora de primeira linha. O ruxolitinibe é um inibidor das enzimas JAK1 e JAK2.
O 13º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer foi realizado de 29 de setembro a 1º de outubro de 2026, no WTC Events Center, em São Paulo, com participação presencial e transmissão on-line. A organização informou que o evento reuniu mais de 5 mil participantes, mais de 200 palestrantes e 40 expositores, com debates sobre prevenção, diagnóstico, tratamento, políticas públicas, pesquisa e acesso à atenção oncológica.
Nota editorial: esse conteúdo foi elaborado com base em informações divulgadas pela organização do congresso, pela Novartis e por fontes regulatórias. O tratamento deve ser definido por médico, de acordo com a situação clínica e a indicação aprovada.



