Levantamento realizado pelo Datafolha em parceria com a GSK identificou que 92% dos brasileiros relataram ao menos um sintoma respiratório nos 12 meses anteriores à pesquisa.
O estudo também identificou dificuldades no reconhecimento de sinais de doenças crônicas e na busca por atendimento médico. O resultado ganha contexto com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, que indicam mudanças na circulação de vírus respiratórios no país.
Entre os entrevistados pelo Datafolha, 62% consideraram que tosse ou falta de ar só precisam ser avaliadas por um médico quando começam a limitar as atividades cotidianas. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios. Em uma segunda etapa, com 213 pacientes diagnosticados com asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ou rinossinusite crônica com pólipos nasais, 24% dos participantes com asma avaliaram a doença como pouco ou nada controlada. O levantamento também identificou baixo conhecimento sobre DPOC: apenas 10% da população disseram conhecer ou já ter ouvido falar da condição.
No informe epidemiológico publicado em 29 de outubro de 2026, com dados até a semana epidemiológica 42, o Ministério da Saúde registrou tendência de crescimento dos casos de síndrome gripal por Covid-19 nas seis semanas anteriores, ainda em níveis de baixo risco.
No monitoramento de casos graves, o rinovírus respondeu por 46% das identificações nas semanas 39 a 42, seguido pelo metapneumovírus (16%) e pelo vírus sincicial respiratório (10%). Os dados reforçam a importância da vigilância epidemiológica, do diagnóstico adequado e do acompanhamento de doenças respiratórias, temas que também mobilizam a indústria farmacêutica no desenvolvimento de terapias e soluções para diferentes condições.


