O varejo farmacêutico brasileiro movimentou R$ 130,2 bilhões entre janeiro e junho de 2026, alta de 10,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
O mercado comercializou 4,3 bilhões de unidades, crescimento de 3,2%. Os dados são da Abafarma (Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil), com base em levantamento da IQVIA.
No acumulado de 12 meses encerrados em junho, pelo critério MAT, o faturamento chegou a R$ 258,3 bilhões, avanço de 10,7%, enquanto o volume comercializado atingiu 8,6 bilhões de unidades, alta de 3,7%. A diferença entre os indicadores mostra que o mercado vem crescendo em valor em ritmo superior ao avanço do número de unidades vendidas.
A distribuição também mantém papel relevante no abastecimento do varejo. Nos 12 meses até junho, os distribuidores responderam por aproximadamente 55% das unidades comercializadas nos pontos de venda, enquanto as vendas diretas das indústrias representaram os 45% restantes. No primeiro semestre, o mercado de distribuição movimentou R$ 68,8 bilhões, alta de 6,6%. As 14 empresas associadas à Abafarma responderam por R$ 42,7 bilhões desse montante, crescimento de 10%.
No acumulado de 12 meses até junho, as associadas da entidade movimentaram R$ 84,8 bilhões, equivalente a 62,1% do mercado nacional de distribuição para o varejo farmacêutico, que totalizou R$ 136,4 bilhões. Regionalmente, o Sudeste concentrou 44,6% das vendas dos distribuidores em valor, seguido pelo Nordeste, com 22,1%. O Nordeste apresentou o maior crescimento regional no período, de 7,6%, enquanto as associadas da Abafarma atendem atualmente 85.352 pontos de dispensação no país.



