O Brasil ganhou posições no cenário internacional de pesquisa clínica e já aparece na 12ª colocação entre os países com estudos clínicos iniciados em 2026, segundo levantamento da Interfarma em parceria com a IQVIA.
Dados parciais do ano apontam 51 novos estudos, equivalentes a 2,9% do total global. Em 2025, o país ocupava a 18ª posição.
O avanço ocorre em um momento de transformação do ambiente regulatório brasileiro. A Lei de Pesquisa Clínica (Lei 14.874/2024) e sua regulamentação, publicada em 2025, trouxeram mudanças para o processo de condução e aprovação dos estudos, com o objetivo de ampliar a previsibilidade e a competitividade do país na atração de projetos internacionais.
Entre os pontos considerados relevantes está a modernização do fluxo regulatório, com maior integração entre as análises ética e sanitária. Para a indústria farmacêutica, a redução de prazos e o aumento da previsibilidade são fatores importantes na decisão sobre onde realizar estudos clínicos e direcionar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A evolução reforça um potencial que já vinha sendo apontado pela Interfarma e pela IQVIA. Em estudo anterior, as entidades estimaram que, caso o Brasil alcance uma posição de maior protagonismo, o país poderá atrair R$ 2,1 bilhões em investimentos diretos por ano, gerar impacto econômico de R$ 6,3 bilhões anuais, envolver cerca de 56 mil profissionais e beneficiar mais de 286 mil pacientes.
Apesar do avanço, o país ainda tem espaço para crescer. A própria Interfarma aponta que a consolidação do novo marco regulatório e a plena implementação dos mecanismos previstos na legislação serão determinantes para transformar o ganho de competitividade em uma participação mais expressiva do Brasil no mercado global de pesquisa clínica.


