A Novo apresentou uma nova estratégia de crescimento até 2030, com planos para ampliar e diversificar seu pipeline, avançar em novos tratamentos para obesidade e diabetes e aumentar significativamente a capacidade destinada aos medicamentos orais da classe GLP 1. As metas foram detalhadas durante o Capital Markets Day da companhia, realizado em Londres em 21 de setembro.
Entre as principais ambições está o lançamento de mais de cinco medicamentos com potencial de vendas multibilionárias até 2030. A farmacêutica também pretende alcançar mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas em vendas provenientes do pipeline em 2035, reforçando a importância de novos produtos para sua próxima etapa de crescimento.
A estratégia prevê ainda manter pelo menos cinco programas de fase 3 em obesidade e diabetes e outros cinco programas nessa etapa de desenvolvimento em diferentes áreas terapêuticas. Atualmente, o pipeline da companhia inclui projetos em doenças metabólicas, cardiovasculares e hepáticas, além de distúrbios sanguíneos e endócrinos.
Novo prepara expansão do GLP 1 oral
Um dos pontos centrais do planejamento está no aumento da capacidade para medicamentos orais contra a obesidade. Até 2030, a Novo pretende dimensionar sua estrutura produtiva para conseguir atender dez vezes mais pessoas com obesidade por meio de GLP 1 oral.
A estratégia acompanha o avanço da companhia em apresentações orais de semaglutida. A Novo já possui o Wegovy em comprimidos em seu portfólio internacional e continua apresentando novos dados clínicos e de vida real sobre a terapia.
A aposta em medicamentos orais também se estende ao pipeline. Entre os projetos atualmente em desenvolvimento estão moléculas como a zenagamtida oral, além de candidatos de próxima geração voltados ao tratamento da obesidade e de doenças metabólicas.
Pipeline deve ganhar maior diversificação
A estratégia apresentada em Londres sinaliza que a companhia pretende reduzir a dependência de poucos produtos e ampliar a contribuição de novas moléculas e mecanismos de ação.
Entre os programas avançados estão CagriSema e cagrilintida para obesidade, além de projetos direcionados ao diabetes e outras condições associadas. Em setembro, a companhia também divulgou resultados de fase 3 do CagriSema em diabetes tipo 2 e obesidade, reforçando a importância do candidato dentro de seu pipeline cardiometabólico.
A expansão também passa por acordos externos. Em 29 de setembro, poucos dias depois do Capital Markets Day, a Novo anunciou um acordo de licenciamento com a chinesa Hengrui Pharma que pode chegar a US$ 2,6 bilhões para o HRS 1596, um agonista duplo dos receptores GLP 1 e GIP desenvolvido para possível administração oral uma vez por semana.
Crescimento envolve produção e operações globais
Além do pipeline, o planejamento até 2030 contempla estratégia comercial, operações internacionais, produção e cadeia global de suprimentos. A companhia estabeleceu como objetivo para o período entre 2026 e 2030 alcançar crescimento anual composto da receita em linha com seus pares da indústria.
O aumento da capacidade para GLP 1 oral será particularmente relevante nesse planejamento, uma vez que a estratégia combina expansão do número de pacientes atendidos com a introdução de novas opções terapêuticas e maior diversificação do portfólio.
As metas foram apresentadas originalmente pela Novo durante seu Capital Markets Day 2026, realizado em Londres, e também repercutidas pelo Guia da Farmácia. Elas representam ambições estratégicas da companhia e, portanto, estão sujeitas aos resultados de desenvolvimento clínico, aprovações regulatórias, condições comerciais e demais fatores envolvidos na execução do planejamento até 2030.



