O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Global Health Innovation Institute (GHII) articulam uma parceria com os governos da África do Sul e da China, empresas farmacêuticas chinesas e outros parceiros para ampliar a capacidade de produção de medicamentos, diagnósticos e tecnologias em saúde na África Austral.
A iniciativa busca reduzir a dependência de produtos importados e fortalecer a segurança sanitária da região. A colaboração avançou durante um intercâmbio estratégico entre SADC e China, realizado de 31 de agosto a 4 de setembro, em Johannesburgo, Durban e Cidade do Cabo.
O encontro reuniu governos, fabricantes farmacêuticos, instituições de pesquisa, organizações de desenvolvimento e financiamento e especialistas em saúde para discutir oportunidades de cooperação e produção regional.
Entre os principais temas estão a ampliação de investimentos e a transferência de tecnologia e conhecimento industrial, além do desenvolvimento de inteligência de mercado, maior previsibilidade da demanda e preparação regulatória. As discussões também abordaram mecanismos de compras conjuntas e estratégias para ampliar a segurança no fornecimento de medicamentos e outros produtos de saúde.
Segundo o Unaids, o fortalecimento da indústria farmacêutica local pode reduzir a vulnerabilidade dos países africanos a interrupções nas cadeias globais de abastecimento, ao mesmo tempo em que favorece a formação de profissionais, a inovação e a atração de investimentos.
A experiência acumulada na resposta ao HIV é apontada como uma das referências para estruturar novas formas de cooperação entre os países africanos e a China.
Ao final do intercâmbio, os participantes deverão identificar oportunidades prioritárias e definir próximos passos para ampliar a fabricação regional de medicamentos, diagnósticos e tecnologias em saúde. Para o setor farmacêutico, a iniciativa coloca em discussão não apenas o acesso a produtos, mas também a construção de uma base industrial capaz de atender à demanda regional e aumentar a autonomia sanitária dos países da África Austral.



