A Johnson & Johnson apresentou mais de 25 resumos científicos de seu portfólio e pipeline de oncologia no congresso de 2026 da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (Esmo).
Os dados abrangem tumores sólidos, com estudos sobre câncer de próstata, cabeça e pescoço, pulmão, colorretal e bexiga, incluindo resultados de uma nova abordagem experimental para tumores de próstata avançados.
Um dos destaques é o JNJ-6143, molécula oral experimental desenvolvida com a plataforma Riptac, incorporada ao portfólio da companhia após a aquisição da Halda Therapeutics, concluída em dezembro de 2025.
A tecnologia foi projetada para aproximar duas proteínas — o receptor de andrógeno, associado ao câncer de próstata, e a BRD4, importante para a sobrevivência celular — com o objetivo de interferir no funcionamento das células tumorais. O composto está em avaliação clínica de fases 1 e 2, e os dados apresentados no congresso devem contribuir para orientar seu desenvolvimento, incluindo a definição de dose.
A companhia também apresentou dados iniciais do estudo OrigAMI-4, de fase 1b/2, que avalia o Rybrevant Faspro (amivantamabe associado à hialuronidase) em combinação com pembrolizumabe e quimioterapia no tratamento inicial de câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático.
Outros resultados incluem análises do estudo de fase 3 Proteus, que investiga o uso perioperatório de Erleada (apalutamida) associado à terapia de privação androgênica em pacientes com câncer de próstata localizado de alto risco ou localmente avançado.
Os resultados fazem parte da estratégia de pesquisa e desenvolvimento da J&J em oncologia, que combina a expansão de medicamentos já estabelecidos com novas modalidades terapêuticas. O JNJ-6143 permanece experimental, e os dados apresentados em congresso não representam, por si só, aprovação regulatória ou comprovação definitiva de benefício clínico.


