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Vacina da Johnson & Johnson pode alterar curso da pandemia

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A eficácia da vacina americana deve vir a público nos próximos dias e, se for positiva, poderá acelerar a campanha de vacinação contra a covid-19, com a disponibilização de um número maior de doses

A Johnson & Johnson alega poder fazer doses suficientes da sua vacina contra a covid-19 neste ano para imunizar quase um bilhão de pessoas. Isso seria um impulso formidável no esforço de acabar com a pandemia — desde que a vacina funcione. Sua eficácia deve vir a público nos próximos dias.

Numa conferência do setor na segunda-feira (11), o diretor-executivo da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, disse que a empresa está no “estágio final” da análise dos dados da fase 3 do teste com 45 mil pacientes da vacina de dose única. “Esperamos ter essa informação muito em breve”, disse Gorsky, em um painel da conferência anual de saúde do J.P. Morgan.

Esses dados são provavelmente os mais esperados deste início do ano. Se forem positivos, os resultados podem acelerar a campanha de vacinação contra a covid-19, com a disponibilização de um número maior de doses e com uma vacina muito mais fácil de lidar para os profissionais de saúde. Em outras palavras, ela pode alterar o curso da pandemia.

Mais simples

Diferentemente das vacinas da Pfizer e da Moderna, que exigem a aplicação de duas doses, o produto da Johnson & Johnson está sendo testando numa formulação de dose única. O armazenamento é outra vantagem, já que ela não precisa ser guardada em temperaturas ultrabaixas.

“Os dados sobre a vacina da J&J pode ser o evento mais importante do mês por causa do seu impacto potencial no mercado e na [Moderna] e [Pfizer] como os concorrentes de ponta nessa disputa”, escreveu o analista do setor da Jefferies Jared Holz, em um email para investidores ontem. “A J&J, com a dose única e uma logística mais simples, pode ser muito importante.”

As vacinas da Moderna e da Pfizer, no entanto, conseguiram uma eficácia alta nos testes de fase 3, ambas acima de 90%. Embora os resultados sejam difíceis de comparar entre os testes, um resultado muito abaixo disso da vacina da Johnson & Johnson poderia complicar sua posição.

“O consenso entre os analistas é de eficácia de 85% para mais”, escreveu o analista da Jefferies Michael Yee, na semana passada. Menos que isso “seria significativamente mais fraco”.

Se o desempenho for bom o suficiente para permitir uma aprovação das autoridades de saúde, mas muito abaixo do conseguido pelas concorrentes, a vacina pode criar um problema para os profissionais de saúde porque ela pode ser rejeitada pelos pacientes.

A Johnson & Johnson também está fazendo, paralelamente, testes da vacina num regime de duas doses.

Gorsky disse na apresentação que a meta é fabricar “perto de um bilhão” de doses até o fim deste ano. Apesar de não ser um grande fabricante de vacinas, a Johnson & Johnson foi a primeira entre os grandes laboratórios a anunciar um programa de vacina contra a covid-19 em janeiro de 2020, na plataforma previamente usada para fazer a vacina contra o Ebola.

Os papéis da farmacêutica encerraram a terça-feira (12) em queda de 0,78%, cotados a US$ 158,13. Dos 18 analistas compilados pela FactSet, 12 recomendam a compra das ações, cinco, manter e um, venda.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 12.01.2021

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