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Levantamento aponta farmacêuticas com capacidade de investir em medicamentos para Covid

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Para Alexandre Abu-Jamra, CEO da Klooks, oportunididades estão com Bayer, EMS e Apsen que já possuem as aprovações da Anvisa e são capitalizadas.

Em meio a pandemia e a corrida por um tratamento que irá ajudar a combater o vírus surgem debates sobre diferentes tratamentos, como o uso da Cloroquina, Azitromicina, Remdesivir e Tamiflu. De acordo com levantamento do dia 5 de maio realizado pelo Ministério da Saúde, o Brasil já conta com mais de 114.715 pessoas infectadas com o coronavírus em todos os estados brasileiros.

Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde liberou o uso da Cloroquina e Azitromicina em pacientes com Covid-19. Anteriormente, o coquetel era restrito somente a casos graves. Apesar da liberação em casos específicos, o Ministério reforça que o médico terá que se responsabilizar pela prescrição das drogas para pessoas no estágio inicial da Covid-19 e que ainda é cedo para o Ministério da Saúde adotar esta orientação para casos leves da doença. Com tantas incertezas surge a pergunta: Quem irá produzir medicamentos em massa para combater a pandemia?

Hoje no Brasil existem 27 fabricantes de medicamentos com Azitromicina mas somente 3 de Cloroquina: Bayer, EMS e Apsen. No entanto existem diversos laboratórios aptos a fabricar o produto – como anunciado recentemente pelo governo. Segundo especialistas da área, a fabricação da Cloroquina não é complexa e a tecnologia empregada é bastante comum aos laboratórios. A parte que mais demanda tempo não é a produção, mas as aprovações na Anvisa, um processo que em ritmo normal chega a demorar de 3 a 4 anos.

Segundo Alexandre Abu-Jamra, CEO da Klooks, startup de big data especializada em inteligência financeira, existe uma oportunidade principalmente para as empresas farmacêuticas mais capitalizadas entrarem nesse mercado e/ou ampliarem a sua produção. De acordo com o especialista, “Bayer, EMS e Apsen já possuem as aprovações da Anvisa então a solução mais rápida seria elas direcionarem seus investimentos para ampliar a produção de Cloroquina. Elas operam com níveis de capitalização altos, com dinheiro em caixa significativo e ativo circulante de R$ 7,6 bilhões, R$ 1.8 bilhão e R$ 394 milhões respectivamente. Possuem boa capacidade de endividamento, sem contar eventuais linhas específicas do governo que podem vir a surgir para este fim”, explica.

Outra aposta para a produção em massa do medicamento está nos laboratórios que ainda não produzem a Cloroquina, mas possuem grande força no mercado. “Ao analisar o mercado, percebemos que uma boa aposta está no maior poder de fogo dos laboratórios que ainda não produzem o medicamento, como a Hypera Farmacêutica por exemplo, que costuma operar com nível de liquidez bastante alto e em 2018 chegou a acumular 1.6 bilhão de dinheiro em caixa. As empresas mais capitalizadas somadas chegaram a ter 2.8 bilhões de caixa.” finaliza.

Ainda segundo análise, caso o uso do medicamento seja aprovado, os laboratórios poderão arcar com a produção, resta saber se a Anvisa dará prioridade nas aprovações e se os laboratórios terão apetite financeiro para fazer este movimento em prol da fabricação do medicamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Medicina S/A 07.05.2020

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