Os farmoquímicos estão entre os segmentos do complexo químico brasileiro com maior déficit estrutural de capacidade produtiva, segundo o estudo Panorama do Complexo Químico Brasileiro e Agenda Estratégica, desenvolvido pelo Instituto Nacional do Desenvolvimento da Química (IDQ), em parceria com a LCA Consultoria Econômica e a Macrotempo, com a participação da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi).
Lançado em 31 de agosto e divulgado em setembro, o levantamento aponta a necessidade de ampliar a produção nacional, os investimentos em inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de melhorar a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica para fortalecer a cadeia.
Os farmoquímicos são substâncias utilizadas na fabricação de medicamentos, especialmente dos ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs), responsáveis pelo efeito terapêutico dos produtos. O fortalecimento dessa cadeia depende também do desenvolvimento da indústria de química fina, que fornece matérias-primas e intermediários empregados na produção dos IFAs.
Entre os caminhos apontados pelo estudo estão o aumento da capacidade produtiva nacional, o estímulo à inovação e ao P&D, a melhoria do ambiente regulatório e o uso de políticas públicas, como as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) entre o Ministério da Saúde e empresas do setor.
Para a Abiquifi, o fortalecimento da produção nacional de IFAs e dos segmentos de química fina é estratégico para ampliar a capacidade produtiva brasileira e reduzir vulnerabilidades nas cadeias de fornecimento de medicamentos, vacinas e terapias.



