A participação brasileira na CPHI Worldwide 2026 reuniu mais de 220 profissionais de mais de 50 empresas, entidades e instituições, em Milão, na Itália.
A presença, organizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) e pela ApexBrasil, por meio do projeto Brazilian Pharma & Health, foi a maior já registrada pela delegação brasileira no evento.
Mais de 40% dos participantes ocupavam cargos de alta liderança. Além de empresas do setor, a comitiva reuniu representantes do Ministério da Saúde, Anvisa, Farmanguinhos, Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
O Pavilhão Brasil teve todas as vagas esgotadas e reuniu companhias como Aché, Biolab, Blanver, Centroflora, Cristália, Eurofarma, Libbs, Nortec, Farmanguinhos, União Química e Synvia, entre outras. A participação combinou exposição comercial, encontros de negócios, agendas institucionais e debates sobre produção, inovação, regulação, exportação e inserção internacional.
Entre os temas discutidos esteve o mapeamento de insumos farmacêuticos ativos prioritários para o Brasil, iniciativa conduzida pela Abiquifi em conjunto com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O projeto busca cruzar as necessidades do sistema de saúde com a capacidade instalada de produção e pesquisa e desenvolvimento no país, com o objetivo de identificar oportunidades de fortalecimento da cadeia nacional de IFAs.
A programação também incluiu o VII Pharma Connection, com discussões sobre os efeitos do acordo Mercosul–União Europeia para os setores farmacêutico e farmoquímico, e o Bio DiversitX, dedicado às oportunidades regulatórias e de mercado em fitoterápicos e cannabis medicinal.
Outro destaque foi o Encontro de Intercâmbio Brasil–Japão sobre IFAs. Durante a agenda, a Anvisa apresentou informações sobre o Cadastro de Insumos Farmacêuticos Ativos (Cadifa) e o processo de registro de IFAs no Brasil, enquanto o Ministério da Saúde detalhou a demanda nacional por insumos considerados prioritários. Participaram empresas japonesas como Alps Pharmaceutical Industry, Katsura Chemical, Kaneka Corporation, Kongo Chemical, Shiono Finesse, Shiratori Pharmaceutical e Tomita Pharmaceutical.
A Abiquifi também realizou reunião com a EXCiPACT, organização internacional voltada à certificação de fabricantes, distribuidores e armazenadores de excipientes farmacêuticos. A agenda teve foco em requisitos de boas práticas de fabricação, distribuição e armazenagem, temas que ganham relevância para empresas brasileiras que pretendem qualificar fornecedores e ampliar negócios no exterior.
Para o setor, o balanço da CPHI reforça que a internacionalização da indústria brasileira não depende apenas da exportação de medicamentos acabados.
A competitividade passa por ampliar a presença em IFAs, excipientes, serviços técnicos, biotecnologia, desenvolvimento, qualidade e cadeias reguladas de fornecimento. A agenda também aproxima empresas brasileiras de potenciais parceiros internacionais em um momento de busca por maior segurança de abastecimento e diversificação geográfica das cadeias globais.



