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Zion MedPharma obtém registro de seu primeiro produto à base de cannabis

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Empresa planeja deter de 20% a 25% do mercado nacional desse tipo de medicamento em cinco anos

Acreditando no potencial de crescimento do mercado de produtos à base de cannabis nas farmácias do país, a Zion MedPharma decidiu entrar nesse negócio. A companhia, que tem entre os sócios Cláudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Einstein e Dirceu Barbano, ex-presidente da Anvisa, conseguiu o registro do seu primeiro produto – um extrato vegetal.

Segundo Lottenberg, o produto é importado da Suíça e em sua formulação contém 200 miligramas por mililitro (mg/ml) de fitocomplexos e dos canabinoides, sendo CBD (Cannabidiol de 50 mg/ml), THC (Tetrahidrocanabidiol com menos de 2 mg/ml). “Com essa formulação, conseguimos um efeito maior com doses menores do produto. Esse será o nosso diferencial de

O produto deve chegar às farmácias brasileiras no início do próximo ano, com preço de comercialização na faixa de R$ 350.

“Em cinco anos, a nossa estimativa é deter de 20% a 25% do mercado nacional. Devemos investir cerca de R$ 20 milhões nos próximos dois anos para aumentar o nosso portfólio”, afirmou o Lottenberg. “Já estamos finalizando um outro acordo de importação de outro produto. Nossa expectativa é deter uma receita de até R$ 50 milhões em cinco anos de operaç

A venda de medicamentos à base de cannabis em farmácias do país pode demorar a decolar. Mesmo com a edição da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há dois anos, que autorizou a comercialização desses produtos no varejo, hoje há apenas duas opções nas prateleiras das drogarias brasileiras, apesar da agência já ter concedido

Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Cannabióides (BRCANN), Tarso Araújo, o mercado brasileiro desses produtos ainda é movido pela importação. Isso porque não há volume suficiente e medicamentos que possam “baratear” os preços. Diante disso, a importação individual deve dobrar neste ano.

De acordo com a BRCANN, neste ano entre os meses de janeiro e agosto, 19.145 pacientes pediram autorização para importar cannabis medicinal, superando 15.566 pedidos feitos em todo o ano de 2020 em 120%. Com base na média da demanda mensal, a BRCANN projeta encerrar 2021 com 33.042 pacientes, “um recorde histórico para as importações que começaram

Somados os pacientes com pedidos de autorizações e renovações ativos, a importação de cannabis medicinal, que é regulado pela RDC335/2020, pode ultrapassar a marca de 41,1 mil pacientes. “Devemos mais do que dobrar o tamanho do mercado pelo segundo ano consecutivo”, disse Araújo. “A compra no exterior desses produtos devem ter participação relevant

Além do preço, a importação ficou menos burocrática”, disse o dirigente. Com uma modificação da resolução RDC335 em 2020, o processo dispensa agora a exigência de renovação anual das receitas.

Segundo Araújo, no entanto, a venda nas farmácias é o caminho natural para o futuro do setor. De acordo com a BRCANN, hoje existem mais de 20 registros de produtos em análise na Anvisa. “Devemos ter nos próximos anos uma reversão no peso das importações para o setor e os pacientes que hoje importam o canabidiol deverão migrar para o varejo.”

 

 

 

Fonte: Valor 02.12.2021

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