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Pharma InnovationRadarPreço de medicamentos aos hospitais recua 0,11% em outubro e aponta estabilidade, revela FIPE e Bionexo

Preço de medicamentos aos hospitais recua 0,11% em outubro e aponta estabilidade, revela FIPE e Bionexo

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O preço dos medicamentos no Brasil recuou 0,11% em outubro, releva o novo Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), indicador inédito criado pela Fipe em parceria com a Bionexo – health tech líder em soluções digitais para gestão em saúde

A pequena oscilação do índice sinaliza uma maior estabilidade do mercado em relação aos meses anteriores de agosto (+1,74%), setembro (-2,48%) e agosto (-1,82%).

A variação de outubro foi resultado da compensação entre a alta registrada em grupos como aparelho digestivo e metabolismo (+6,27%) e a queda observada entre outros grupos, destacando-se: preparados hormonais sistêmicos (-3,46%), anti-infecciosos (-3,31%) e sistema nervoso (-3,08%).

Comparativamente, o resultado do IPM-H em outubro ficou abaixo da inflação oficial do país medida pelo IPCA/IBGE (+0,79%) e do comportamento dos preços medido pelo IGP-M/FGV (+3,23%). Além disso, o recuo mensal do índice foi maior que a queda observada na taxa média de câmbio em outubro de 2020 (+4,19%).

Entre os treze grupos terapêuticos em que os medicamentos são agrupados, houve em outubro uma queda em oito deles: anti-infecciosos gerais para uso sistêmico (-3,31%), preparados hormonais sistêmicos (-3,46%), sistema nervoso (-3,08%), aparelho respiratório (-1,26%), sistema musculesquelético (-0,49%), aparelho geniturinário e hormônios sexuais (-0,41%), imunoterápicos, vacinas a antialérgicos (-0,07%), e órgãos sensitivos (-0,02%).

Houve uma alta nos grupos terapêuticos de aparelho digestivo e metabolismo (+6,27%), sangue e órgãos hematopoiéticos (+1,76%), agentes antineoplásicos (+1,36%), aparelho cardiovascular (+0,36%), e outros medicamentos (+0,84%).

Crescimento na pandemia

Apesar do índice negativo pelo terceiro mês consecutivo (houve queda de 1,82% em agosto e de 2,48% em setembro), o índice registrou uma alta de 11,36% desde o início da pandemia, entre fevereiro e outubro deste ano. Nesse recorte, o índice superou a variação do IPCA/IBGE (alta acumulada de 1,68%) e foi superada pela variação do IGP-M/FGV (alta acumulada de 17,58%) e da taxa de câmbio (alta acumulada de 29,60%).

Contribuíram para o resultado a alta no preço médio de praticamente todos os grupos de medicamentos, especialmente os atuantes no aparelho cardiovascular (+60,60%), sistema nervoso (+43,38%), aparelho digestivo e metabolismo (+35,87%), sistema musculoesquelético (+21,08%) e preparados hormonais sistêmicos (+13,07%).

Entre os medicamentos que impactaram o IPM-H na pandemia estão norepinefrina (terapia cardíaca e suporte vital), fentalina (analgésico), propofol (anestésico), midazolam (hipnótico/sedativo/tranquilizante), omeprazol e pantoprazol (antiácidos, tratamento de dispepsia/úlcera gástrica). Os principais fatores da alta do índice no período, estão a desvalorização cambial, desabastecimento do mercado interno e alta na demanda nas unidades de saúde por medicamentos associados aos cuidados relacionados à Covid-19.

No acumulado em 2020, o IPM-H apresenta alta de 13,54%, e nos últimos 12 meses o avanço foi de 14,76%. Nesse recorte mais amplo, os grupos que mais impactaram na alta foram aparelho cardiovascular (+58,32%); aparelho digestivo e metabolismo (+58,37%) e sistema nervoso (+44,81%). Por outro lado, os grupos com menores variações foram agentes antineoplásicos/quimioterápicos (+0,71%), medicamentos atuantes no aparelho geniturinário (+4,84%) e aparelho respiratório (+6,07%).

IPM-H é elaborado com base em transações entre fornecedores e hospitais no mercado brasileiro no período de 2015 a 2020;

• Índice subiu 11,36% na pandemia – já nos últimos 12 meses, avanço foi de 14,76%.

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