A farmacêutica portuguesa Lxbio está trabalhando na identificação de um candidato a anticorpo para combater o vírus Ebola responsável pelo atual surto na República Democrática do Congo.
Segundo o jornal Público, a empresa espera chegar a um candidato considerado adequado ainda em 2026.
O desenvolvimento ocorre em um cenário de necessidade terapêutica para a variante envolvida no surto. O vírus Bundibugyo, identificado na atual epidemia, ainda não possui vacina ou tratamento específico aprovado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Entre os candidatos em investigação estão diferentes abordagens antivirais e tratamentos com anticorpos monoclonais.
A situação epidemiológica também reforça a urgência das pesquisas. Dados divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) em 28 de setembro de 2026 apontavam 8.067 casos confirmados e 3.901 mortes na República Democrática do Congo, considerando dados até 26 de setembro.
A Lxbio, empresa portuguesa de biotecnologia farmacêutica, trabalha assim na busca de uma alternativa terapêutica voltada especificamente ao vírus que circula atualmente na região. A identificação de um candidato, entretanto, representa uma etapa inicial de desenvolvimento e não significa que um tratamento esteja disponível para uso clínico.



