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GSK volta ao segmento oncológico na AL com três novos medicamentos

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O plano é lançar no mercado brasileiro dois remédios já em 2020 e a meta é fornecer para todas as esferas de governo

A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) vai entrar no segmento oncológico na América Latina. O presidente da subsidiária na região, César Rengifo, disse ao Valor que a companhia irá lançar três medicamentos nessa área na região neste ano. Para o Brasil, o plano é colocar no mercado dois remédios já em 2020 e a meta é fornecer para o governo.

“Investimos US$ 50 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento na região. Esses medicamentos estão em fases 2 e 3 e esperamos conseguir registro da Anvisa para iniciarmos a comercialização”, afirmou Rengifo.

Atualmente, a GSK possui 11 estudos clínico em fases I e II na América Latina, sendo um deles em oncologia, três para o tratamento do HIV, dois para o Lupus, um para a Síndrome de Sjögren, um em hipertensão pulmonar e outros focados na vacina contra o vírus sincicial respiratório. “Outra vacina que deve ser lançada no Brasil e na América Latina é para o tratamento da herpes zóster. Essa vacina já está no mercado americano e teve tanta aceitação que toda a produção é destinada aos Estados Unidos. O nosso planejamento é lançar essa vacina na América Latina em até três anos”, ressaltou. A vacina é produzida na Bélgica.

Rengifo disse que, apesar de ter um mercado menor, a Argentina tem regras mais ágeis para aprovação de medicamentos na região. Com isso, muitos desses produtos devem ser lançados no país vizinho e depois no resto da região, ressaltou o executivo.

Segundo Rengifo, a estratégia de produção da companhia é centralizar a produção. “Não teremos fábricas que produzem o mesmo medicamento em lugares diferentes. Ela é bem concentrada. Por isso, não se verá grandes investimentos em fábricas na região. Os recursos são aplicados muito mais em pesquisa e desenvolvimento”, disse o executivo.

A GSK mantém quatro fábricas na região – Argentina, Brasil, México e Panamá. As unidades brasileira e a panamenha, no entanto, são voltadas para fabricação de produtos para a área de consumo da companhia.

“Essa divisão se fundiu com a Pfizer no mundo e a conclusão do negócio está prevista para 2022. Dessa forma surgirá uma empresa independente da GSK. Mas, devemos decidir como ficarão as fábricas na região ainda este ano”, disse Rengifo. O executivo acrescentou, ainda, que na Argentina a fábrica da GSK é dividida entre medicamento e produtos de consumo, Já no México a unidade é dedicada à área farmacêutica da companhia.

No ano passado, a região faturou R$ 7 bilhões, um crescimento de 17% no comparativo com o mesmo período de 2018. O Brasil representou 50% dessa receita. “O país tem potencial para dobrar o faturamento em quatro a cinco anos, muito puxado pela área oncológica”, afirmou o executivo. O país, aliás, conforme ele, é o oitavo maior mercado da farmacêutica no mundo.

Segundo Rengifo, 30% do faturamento da América Latina vem do setor público. Já no Brasil, as vendas para os governos representam 50% da receita da GSK. “São tratamentos mais caros e por isso focamos no setor público. Essa parceria é fundamental para aumentarmos o acesso à saúde na América Latina. A nossa meta é em seis anos sermos a principal companhia em geração de acesso na região”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 17.03.2020

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