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Pharma InnovationEmpresas & Negócios MedicamentosEurofarma cede medicamentos para hospitais públicos

Eurofarma cede medicamentos para hospitais públicos

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Empresa doou 1,5 milhão de caixas de medicamentos nas últimas duas semanas

A farmacêutica brasileira Eurofarma enviou aos hospitais filantrópicos e públicos 1,5 milhão de caixas de medicamentos nas últimas duas semanas. A empresa já doava entre 50 mil a 100 mil unidades por mês a instituições públicas. Essas doações são de medicamentos que estavam perto do vencimento, geralmente aqueles com seis meses de validade.

Segundo a vice-presidente de sustentabilidade e novos negócios da farmacêutica, Maria del Pilar Muñoz, com a covid-19, a Eurofarma decidiu intensificar a iniciativa e ampliar seu escopo. Agora, a farmacêutica envia aos hospitais e secretarias de saúde remédios com validade para até 12 meses.

Maria del Pilar diz que ao fazer as doações, antes da pandemia, a companhia pagava todos os tributos que incidem sobre os medicamentos. Agora, como vários Estados e municípios decretaram estado de calamidade pública, muitas instituições que recebem os medicamentos têm um certificado que isenta o pagamento de impostos. No Brasil, A Eurofarma produz 313 medicamentos, 649 apresentações, atende 25 especialidades médicas e cobre 89 classes terapêuticas, que representam 81% das prescrições no mercado de marcas.

“Já tínhamos essa política de não desperdício dentro da companhia e isso tem um custo elevado. Destruir medicamentos perto do vencimento tem uma despesa menor pois não pagamos todos os tributos que incidem nas doações. Na medida que for consumida esse 1,5 milhão de caixas, se as instituições tiverem uma nova necessidade, a empresa fará novamente”, afirma a executiva.

A Eurofarma produz 21 milhões unidades por mês e, mesmo com a crise, manteve o nível de produção para atender o mercado. Para isso, contratou mais 350 empregados temporários para substituir os funcionários que estavam no grupo de risco ao novo coronavírus.

“Tivemos que tomar várias iniciativas para mantermos a produção. Outra frente foi junto aos fornecedores de matéria-prima que fizemos as compras antes do aumento das restrições nos países como China, Índia e Europa. As doações consumiram os nossos estoques”, disse – 52% dos insumos são importados da Ásia e Europa.

Segundo a executiva, a empresa monitora toda a cadeia de distribuição para ver o nível de estoque no mercado. “A cadeia farmacêutica tem um pulmão, que são os distribuidores independentes, e essas empresas têm um estoque ajustado para atender às farmácias. O mercado teve um crescimento em março e conseguimos atender toda a demanda que recebemos. Abril foi mais dentro da normalidade.”

Segundo dados da consultoria especializada IQVIA, no primeiro trimestre o crescimento no mercado total foi de 17,3%, chegando a R$ 18,52 bilhões. No período, a Eurofarma, de acordo com Maria del Pilar, teve um crescimento acima do mercado em março e abril. De janeiro a março, conforme os dados da IQVIA, a evolução das vendas da empresa foi de 21,72% para R$ 1,05 bilhão. No ano passado, a Eurofarma faturou R$ 5,6 bilhões.

“Estamos tendo outras adversidades este ano, a variação cambial, por exemplo, tem aumentado muito os custos. No nosso orçamento para 2020 trabalhávamos com um dólar a R$ 4,20 e estamos batendo R$ 5,50. Essa parte econômica é importante, mas temos que reconhecer que o setor farmacêutico é um dos últimos a entrar na crise e um dos primeiros a sair”, diz.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 12.05.2020

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