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Pharma InnovationCiência & TecnologiaEngenharia genética busca maneiras de trancar o HIV dentro das células e eliminá-lo

Engenharia genética busca maneiras de trancar o HIV dentro das células e eliminá-lo

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A Universidade de São Paulo se une a um projeto de pesquisa global para desenvolver novas técnicas para curar o vírus transmissor da Aids

O Hospital das Clínicas se une à rede global em nova abordagem para a cura do HIV. A pesquisa, através da engenharia genética, busca maneiras de trancar o vírus dentro das células e alterar e eliminar o vírus dos pacientes definitivamente. Hoje, o HIV pode ser controlado por meio de medicação, mas não totalmente eliminado.

“Eliminar o vírus do HIV das pessoas não é uma coisa impossível”, contou ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição o professor Esper Kallás, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e infectologista coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas. Segundo o professor, a natureza do vírus HIV é um dos fatores que dificultam a descoberta da cura. Por se tratar de um retrovírus, o HIV, ao infectar uma célula, altera o material genético dela, inserindo-se no DNA do portador do vírus.

A pesquisa da qual a USP faz parte pretende desenvolver uma técnica que se aproveita da própria natureza do vírus para eliminá-lo. A técnica consiste em “trancar” o vírus dentro da célula infectada para impedir sua reprodução, identificar no DNA do portador o material genético do HIV e removê-lo. A remoção será feita através das técnicas de epigenética, que é o uso de moléculas que podem modificar como os genes são lidos sem alterar o DNA, e o CRISP, uma técnica de edição genética de alta precisão para alterar o DNA.

No Brasil, a pesquisa objetiva, em um primeiro momento, identificar portadores do vírus com baixos níveis de manifestação e estudar o comportamento do HIV nos seus organismos. O estudo também pretende observar a utilização de medicações no combate ao vírus. Conforme explica o professor, o intuito é começar a construir estudos clínicos para tentar entender como essas medicações agem na codificação do vírus. “É um processo, como toda ciência, difícil e que requer uma série de coordenações entre vários dos participantes”, conclui Kallás.

Fonte: Jornal da USP 04.10.2021

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