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Pharma InnovationRadar VarejoQuinze indústrias detêm mais de 50% da venda em farmácias

Quinze indústrias detêm mais de 50% da venda em farmácias

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Se a pulverização é uma marca do setor de farmácias e drogarias, a realidade é bem diferente na indústria farmacêutica

Um novo levantamento da Close-Up International indica que os 15 maiores grupos empresariais do setor concentram mais da metade das vendas no varejo (50,6%).

Os números foram compilados pela Close-Up International e dizem respeito aos últimos 12 meses até abril. No período, essas 15 companhias responderam por R$ 48,27 bilhões do total de R$ 95,45 bilhões movimentados no varejo farmacêutico nacional.

As três primeiras colocadas do ranking representam quase 20% desse montante. O Grupo NC, que controla fabricantes como EMS, Brace Pharma e Germed, somou uma receita de R$ 6,46 bilhões, índice 9,2% acima dos 12 meses anteriores. A divisão de genéricos da EMS teve um peso relevante para o resultado, já que a farmacêutica registra em torno de 15% de participação na venda de medicamentos dessa categoria.

Quase em empate técnico com o Grupo NC, a Hypera Pharma teve faturamento de R$ 6,23 bilhões no período e também atribui parte desse avanço ao portfólio de genéricos da Neo Química – em conjunto com os similares, essa categoria perfaz 19% do volume de negócios. Esse segmento é um dos principais alvos do plano de expansão da companhia, tanto que a projeção é ter mais 17 lançamentos dessa categoria até 2023.

Já a Eurofarma apresentou o maior crescimento percentual – 11,3% – e chegou a uma receita de R$ 5,22 bilhões. A farmacêutica ganhou terreno estimulada por movimentos como a compra dos ativos de OTC da Takeda, por US$ 161 milhões. A linha abrange 12 medicamentos de marca.

Faturamento em alta, mas rentabilidade em xeque

De acordo com Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, a pandemia contribuiu para ampliar a procura por medicamentos, em especial de remédios voltados para quadros de depressão e insônia, doenças crônicas e vitaminas. Os genéricos também ganharam espaço em função das incertezas na renda dos consumidores. Porém, se a receita vai bem, a rentabilidade preocupa.

“Mesmo com o reajuste dos preços de medicamentos que ocorreu em julho, as empresas não conseguiram repassar em sua totalidade”, afirma. As maiores barreiras para disponibilidade de matéria-prima em nível global fez disparar o preço dos fretes. “Para se ter uma ideia, a rota para trazer insumos da Ásia custava US$ 1 por quilo antes da pandemia, mas passou a ser US$ 15 no pico da crise. E isso foi absorvido pelas farmacêuticas”, justifica.

 

 

 

 

Fonte: Panorama Farmacêutico 03.06.2021 

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