As mulheres representam 51% do total de colaboradores da indústria farmacêutica no Brasil, segundo a pesquisa Presença e Liderança Feminina 2026, realizada pela Central de Pesquisas do Sindusfarma a pedido da LeaderShe.
O levantamento, apresentado no evento SheTalks 2026, ouviu 95 empresas que correspondem a 72% do faturamento do setor no país.
A participação feminina varia conforme o porte da empresa: atinge 57% nas companhias com até 100 funcionários e cai para 49% nas organizações com mais de 5.000 colaboradores. Em cargos de liderança, as mulheres somam 49% na coordenação e supervisão, 45% na gerência e 44% nos cargos de diretoria, vice-presidência e presidência. No entanto, na liderança máxima (CEO), o índice é de 26%.
A representatividade também diminui nos recortes de diversidade: mulheres negras são 27% do total de funcionárias, mas ocupam 13% da liderança feminina; profissionais com 50 anos ou mais representam 11% do total e 14% dos cargos de liderança; já mulheres com deficiência (PcDs) somam 3% do quadro e 1% da liderança.
Por setor, a maior concentração de mulheres está em Recursos Humanos (75%), Compliance (66%) e Jurídico (60%), enquanto os menores percentuais estão em Financeiro (22%), Tecnologia (22%) e Vendas (20%).
Nos últimos 12 meses, as mulheres responderam por 51% das contratações para a alta diretoria, 49% para coordenação e 48% para gerência. Atualmente, 30% das empresas mapeadas possuem metas formais para promoção da equidade de gênero — um avanço de quatro pontos percentuais em relação a 2025 —, com foco na garantia de percentual mínimo em cargos de comando e em programas de retenção de talentos.



