Fornecedores, fabricantes e ciência brasileira apostam em novos vetores de entrega e em inteligência artificial para tornar o tópico farmacêutico mais eficaz
Por Rodrigo Rezende
O mercado global de beleza e cuidados pessoais deve movimentar US$ 590 bilhões em 2026, segundo a Euromonitor International. A consultoria projeta crescimento de 1,8% para o ano, abaixo dos 2,5% previstos antes do conflito entre Israel e Irã, devido à pressão prolongada sobre os custos globais. Ainda assim, o setor mantém sua resiliência diante do cenário econômico adverso.
Em paralelo, dados de maio da consultoria indicam que o skincare é um dos principais motores da transformação digital do setor. A previsão é que as vendas online alcancem mais de 30% do mercado global de cuidados com a pele neste ano, aproximando-se de 40% até 2030. De fato, a empresa aponta que essa participação já atingiu 35,7% em 2025.
Essa mudança no comportamento de compra, segundo a consultoria, é impulsionada pela busca por informações e maior confiança nas marcas. Para fabricantes e formuladores, esse quadro reforça a necessidade de aliar inovação a atributos que garantem diferenciação e credibilidade junto ao consumidor.
É nesse cenário também que ganha força um movimento de várias frentes simultâneas. Fabricantes de medicamentos e dermocosméticos lançando produtos finais com mecanismos de ação e veículos inovadores; fornecedores de excipientes oferecendo tecnologias de permeação, encapsulação e liberação controlada; cientistas explorando nanocarreadores cada vez mais sofisticados; e, mais recentemente, algoritmos de inteligência artificial passando a atuar diretamente no desenho da formulação, antes mesmo dos testes em bancada.
Entre os subtemas mais discutidos por formuladores estão os bigéis, sistemas semissólidos que unem, em uma única estrutura, fases aquosa e oleosa gelificadas, tecnologia que resume bem essa lógica de casar desempenho farmacêutico com sensorial cosmético.
Proposta da Gattefossé para formulações tópicas farmacêuticas

A busca por formulações tópicas mais eficazes e com sensorial diferenciado tem impulsionado o desenvolvimento de sistemas inovadores capazes de combinar desempenho farmacêutico e elegância cosmética. Entre as tendências mais promissoras estão os bigéis, estruturas compostas pela combinação íntima de fases aquosa e oleosa gelificadas, que proporcionam melhor espalhabilidade, efeito refrescante, hidratação e potencial aumento da absorção cutânea de ativos.
Nesse cenário, a Gattefossé disponibiliza soluções tecnológicas que agregam valor ao desenvolvimento de medicamentos tópicos e dermocosméticos. Paulo Cunha, Coordenador Técnico Farma LATAM da Gattefossé, afirma que “a escolha adequada dos excipientes é fundamental para transformar uma formulação convencional em um sistema de entrega mais eficiente, estável e com experiência sensorial superior para o paciente e consumidor”.
Entre essas soluções, o Transcutol® P se destaca por sua elevada capacidade de solubilização e por sua ação como promotor de penetração e permeação cutânea, favorecendo a entrega de ativos através do estrato córneo sem comprometer a integridade da barreira da pele.
Já o Labrasol®, um tensoativo suave não iônico e de alto HLB, contribui para a solubilização de ativos desafiadores e para a otimização da permeação cutânea através da abertura das junções estreitas, sendo amplamente utilizado em cremes, géis, emulsões, espumas e microemulsões tópicas.
Complementando esse conceito, o Emulfree® Duo possibilita a obtenção de bigéis estáveis por um processo realizado à temperatura ambiente, gerando formulações com textura moderna, sensorial cosmetizado e versatilidade para incorporação de ativos hidrofílicos e lipofílicos. Segundo Cunha, a combinação de Transcutol® P, Labrasol® e Emulfree® Duo abre novas possibilidades para o desenvolvimento da próxima geração de formulações tópicas e dermocosméticas, unindo inovação, performance e uma experiência de uso diferenciada.

Nanocarreadores: a fronteira da penetração cutânea
Além dos bigéis, uma família mais ampla de sistemas nanotecnológicos vem sendo cada vez mais explorada para superar o principal obstáculo da via tópica: o estrato córneo, camada mais externa da pele, evoluída justamente para funcionar como barreira contra a entrada de substâncias. Nanocarreadores – sistemas com partículas tipicamente entre 10 e 1.000 nanômetros – oferecem capacidade ampliada de penetração, proteção de ativos sensíveis à degradação e possibilidade de liberação controlada ou direcionada a camadas específicas da pele.
Entre os sistemas mais estudados estão os lipossomas, vesículas lipídicas capazes de encapsular simultaneamente ativos hidrofílicos e lipofílicos, historicamente empregadas em formulações anti-idade e fotoprotetoras. A literatura científica indica que partículas a partir de cerca de 20 nanômetros tendem a penetrar apenas as camadas mais superficiais do estrato córneo ou se acumular nos folículos pilosos, com absorção sistêmica mínima quando a pele está íntegra, o que reforça seu perfil de segurança para uso tópico prolongado.
Já as nanoemulsões – dispersões de gotículas entre 20 e 200 nanômetros –, quando incorporadas a géis, dão origem aos chamados nanoemulgéis, sistemas híbridos que combinam maior penetração cutânea com o tempo de residência e a facilidade de aplicação característicos dos géis convencionais.
Outra classe em evidência é a dos etossomas, transferossomas e transetossomas – vesículas ultradeformáveis desenhadas para se espremer através dos espaços intercelulares do estrato córneo com eficiência superior à dos lipossomas convencionais, sendo especialmente estudadas para entrega transdérmica de moléculas maiores ou mais hidrofílicas.
Completam esse arsenal as nanopartículas lipídicas sólidas (SLN) e os carreadores lipídicos nanoestruturados (NLC), que oferecem maior estabilidade física e liberação sustentada de ativos, e vêm sendo cada vez mais aplicados tanto em formulações dermocosméticas antienvelhecimento quanto em produtos farmacêuticos que exigem controle fino da cinética de liberação.
Nessa mesma frente de “novos veículos e liberação controlada”, ganham espaço os sistemas de microagulhas (microneedles): dispositivos capazes de promover entrega intradérmica de ativos, de vacinas a terapias biológicas e tratamentos dermatológicos, sem a dor associada a agulhas convencionais.
Segundo estimativa da consultoria americana Grand View Research, o mercado global de sistemas de microagulhas para entrega de fármacos foi avaliado em US$ 6,1 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 9,5 bilhões até 2030, crescendo a um ritmo aproximado de 7,7% ao ano, com a América do Norte concentrando a maior fatia do mercado atualmente, mas a Ásia-Pacífico projetada como a região de crescimento mais acelerado, puxada por investimento em pesquisa e infraestrutura de saúde.
Produtos finais
Se os excipientes e nanocarreadores sustentam a engenharia por trás da formulação, é nos lançamentos e aprovações de produtos finais que essa inovação se torna tangível para o paciente. E é nesse ponto que a indústria farmacêutica tem movimentado novidades relevantes nos últimos meses.
Em fevereiro, a Acrotech Biopharma, subsidiária da indiana Aurobindo Pharma, anunciou a aprovação, pela FDA americana, do Adquey (difamilast 1%), uma pomada tópica não esteroidal para o tratamento de dermatite atópica leve a moderada em adultos e pacientes pediátricos a partir de 2 anos de idade.
O produto é um inibidor de fosfodiesterase 4 (PDE4) que apresenta atividade inibitória sobre os quatro subtipos da enzima – PDE4A, PDE4B, PDE4C e PDE4D –, levando à modulação da resposta inflamatória. Por ser não esteroidal, o difamilast representa uma alternativa aos corticosteroides tópicos no tratamento da dermatite atópica.
A molécula foi originalmente descoberta e desenvolvida pela japonesa Otsuka Pharmaceutical. No Japão, o difamilast é comercializado como Moizerto, aprovado em 2021 e lançado comercialmente em 2022. Nos Estados Unidos, os direitos foram licenciados à Acrotech em 2021, que passou a conduzir o desenvolvimento e a comercialização do produto no país, em colaboração com a Otsuka.
O lançamento americano reforça a trajetória de moléculas desenvolvidas na Ásia que posteriormente avançam para outros mercados por meio de acordos de licenciamento e parcerias internacionais.
Já em maio, a Galderma, companhia suíça especializada exclusivamente em dermatologia, obteve aprovação da FDA para a transição do Differin Epiduo Acne Gel do status de medicamento de prescrição para venda livre (OTC) nos Estados Unidos. A formulação combina adapaleno 0,1%, um retinoide tópico, com peróxido de benzoíla 2,5% e passa a ser indicada para o tratamento da acne em adultos e crianças a partir de 12 anos de idade.
Segundo a companhia, o produto conta com mais de 15 anos de uso por dermatologistas e um programa de pesquisa clínica que inclui mais de 10 estudos da própria companhia, envolvendo mais de 3.200 pacientes, além de extensa literatura de terceiros. Com a mudança de status regulatório, o Differin Epiduo estará disponível sem prescrição na maioria das grandes redes varejistas americanas a partir do verão de 2026, ampliando o acesso a uma combinação fixa de adapaleno e peróxido de benzoíla desenvolvida para atuar sobre diferentes fatores envolvidos na acne.

Permeação e vetores de entrega
Por trás desses produtos finais, um conjunto de fornecedores globais de excipientes vem lançando tecnologias voltadas especificamente à permeação cutânea e à liberação controlada. O tipo de inovação que raramente aparece na embalagem do produto, mas que costuma determinar se uma formulação funciona ou não na prática.
Em junho, uma companhia química alemã de grande porte apresentou, durante evento do setor em Seul, um novo ingrediente pronto para uso baseado em tecnologia de niossomos – vesículas capazes de facilitar o transporte de ativos hidrofílicos através da barreira cutânea sem exigir ajustes complexos de processo produtivo. De acordo com a fabricante, testes independentes mostraram aumento mensurável da penetração desses ativos na pele.
Semanas antes, uma fornecedora britânica de ingredientes havia lançado uma nova geração de um peptídeo amplamente usado em skincare, agora associado a uma tecnologia de liberação controlada por encapsulação, com dados clínicos apontando melhora de firmeza da pele em até duas semanas de uso, e, em seguida, anunciou uma parceria para ampliar capacidades de entrega à base de lipídeos, mirando formulações mais estáveis e flexíveis.
Também no campo dos lipídeos, uma companhia alemã especializada em excipientes anunciou investimento superior a 150 milhões de dólares canadenses na construção de uma nova planta para produção de nanopartículas lipídicas sob boas práticas de fabricação no Canadá. Dessa forma, reforça que a expertise em veículos lipídicos, a mesma classe de materiais que sustenta parte da inovação em bigéis, nanocarreadores e sistemas niossômicos tópicos, vem sendo tratada como ativo estratégico pela cadeia de fornecimento farmacêutico.
IA entra na bancada de formulação
Uma frente mais recente, e que já começa a mudar a forma como formulações tópicas são desenhadas, é a da inteligência artificial aplicada diretamente ao desenvolvimento farmacêutico.
Segundo a BCC Research, consultoria americana especializada em inteligência de mercado, startups voltadas à descoberta de fármacos com uso de inteligência artificial captaram US$ 3,3 bilhões em investimentos de venture capital em 2024, evidenciando o crescente interesse por tecnologias capazes de acelerar etapas do desenvolvimento de medicamentos.
No segmento de formulações tópicas, a IA também vem sendo explorada para apoiar a seleção de candidatos e a otimização de formulações, áreas nas quais propriedades físico-químicas e eficiência de permeação são fatores relevantes.
De acordo com a mesma consultoria, a IA pode ser aplicada em diferentes etapas do desenvolvimento de medicamentos tópicos, desde a descoberta e o desenho molecular até a otimização da formulação. Diante dessa situação, técnicas como a otimização bayesiana permitem explorar de forma mais eficiente diferentes combinações de componentes e condições de formulação.
Um estudo recente com um gel de ibuprofeno ilustra esse potencial. Na pesquisa, a otimização bayesiana foi comparada à metodologia tradicional de superfície de resposta (RSM) para definir a composição de uma formulação contendo poloxamer 407, etanol e propilenoglicol. Em testes de permeação in vitro, a formulação otimizada pela abordagem bayesiana apresentou fluxo de 14,15 ± 0,77 microgramas por centímetro quadrado por hora, ante 11,28 ± 0,35 microgramas por centímetro quadrado por hora obtidos com a metodologia convencional. O resultado foi observado após quatro iterações da otimização bayesiana.
Modelos de aprendizado profundo (deep learning), por sua vez, já vêm sendo empregados para prever propriedades relacionadas à permeabilidade transdérmica, permitindo antecipar o comportamento de moléculas e reduzir a necessidade de testes experimentais nas etapas iniciais de desenvolvimento. A tecnologia não fica restrita ao universo estritamente farmacêutico. No segmento cosmético, a L’Oréal anunciou, em parceria com a Nvidia, a integração da plataforma Nvidia Alchemi ao seu ecossistema de Pesquisa e Inovação.
A ferramenta permite simular o comportamento e as interações de moléculas em escala atômica e testar milhares de variáveis simultaneamente. Segundo a companhia, o processo de descoberta pode ser até 100 vezes mais rápido que os métodos tradicionais, indicando como a inteligência artificial e a química computacional vêm estreitando as fronteiras entre inovação farmacêutica e cosmética.

Ciência brasileira
Enquanto fornecedores internacionais de ingredientes miram sobretudo o mercado de skincare e dermocosméticos, a pesquisa acadêmica brasileira avança em outra frente igualmente relevante para o setor. A de sistemas de liberação controlada para uso tópico em situações clínicas complexas.
Pesquisadoras da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP), com apoio da Fapesp, desenvolveram uma nanopartícula híbrida lipídico-polimérica capaz de transportar simultaneamente um RNA de interferência (siRNA) e o antioxidante resveratrol para aplicação tópica em feridas cutâneas crônicas. O sistema foi incorporado a um hidrogel e testado como estratégia para modular diferentes mecanismos associados à dificuldade de cicatrização.
O trabalho, coordenado pela farmacêutica Maria Vitória Lopes Badra Bentley e com a mestranda Milena Finazzi Morais como primeira autora, foi publicado em maio na revista científica Colloids and Surfaces B: Biointerfaces.
A plataforma foi projetada para realizar a entrega conjunta de resveratrol e de um siRNA direcionado à MMP-9, enzima envolvida na degradação da matriz extracelular e cuja atividade excessiva está associada à persistência de feridas crônicas. O resveratrol atua sobre vias relacionadas ao estresse oxidativo e à inflamação, enquanto o siRNA promove o silenciamento do gene da MMP-9. A nanopartícula híbrida favoreceu a entrega tópica e a retenção dos dois agentes na pele.
Incorporado a um hidrogel de hidroxietilcelulose, o sistema apresentou propriedades favoráveis para aplicação tópica e aumentou a penetração e a retenção dos agentes terapêuticos tanto em pele íntegra quanto em pele com a barreira comprometida. Nos experimentos in vitro, a formulação promoveu redução significativa da expressão de MMP-9, diminuição de espécies reativas de oxigênio e de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α e IL-6, além de restaurar a capacidade de migração dos fibroblastos. No modelo experimental de cicatrização, a combinação completa levou ao fechamento quase total da lesão simulada após 72 horas.
Segundo Maria Vitória, um dos diferenciais da estratégia é reunir diferentes mecanismos de ação em uma única plataforma terapêutica. A proposta parte do princípio de que condições crônicas envolvem múltiplos mecanismos alterados simultaneamente, o que pode favorecer abordagens multifuncionais em vez de estratégias dirigidas a um único alvo.
A tecnologia ainda está em fase de pesquisa. De acordo com a farmacêutica, os próximos passos incluem a avaliação da eficácia e da segurança da formulação em modelos tridimensionais de pele e, posteriormente, em animais, antes de um eventual avanço para estudos clínicos.
Em paralelo, outra pesquisadora do grupo, Lorena Amorim Tiritan, desenvolve, com bolsa da Fapesp, um projeto que investiga a associação de nanopartículas lipídicas sólidas contendo siRNA-TNF-α a um gel produzido com plasma rico em plaquetas. A proposta utiliza concentrados plaquetários que seriam descartados por hemocentros e busca aproveitar os fatores de crescimento presentes nesse material para potencializar a regeneração tecidual.

O que está em jogo para a indústria farmacêutica
O panorama que emerge desses diferentes movimentos – a aprovação regulatória de uma pomada não esteroidal nascida no Japão, a chegada ao varejo livre de um clássico da dermatologia americana reformulado como combinação fixa, tecnologias de niossomos e de encapsulação lançadas por fornecedoras globais de excipientes na Ásia e na Europa, investimento pesado em capacidade produtiva de lipídeos, algoritmos de inteligência artificial já mensuravelmente mais eficientes do que métodos convencionais de otimização de formulação e, do lado acadêmico brasileiro, nanopartículas híbridas capazes de silenciar genes diretamente na pele – converge para um mesmo diagnóstico.
A inovação em uso tópico deixou de estar concentrada exclusivamente no princípio ativo e passou a residir, em grande medida, no veículo, na forma de entrega e, cada vez mais, no processo de desenvolvimento em si.
Penetração, permeação, liberação controlada e, agora, otimização assistida por IA deixaram de ser conceitos de bula técnica para se tornarem argumentos centrais tanto do desenvolvimento farmacêutico quanto do posicionamento comercial de produtos que já chegam ao consumidor final.
Para a indústria farmacêutica brasileira, o desafio passa a ser triplo: acompanhar de perto aprovações regulatórias e lançamentos de produtos finais que acontecem fora do país, sobretudo nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, onde a combinação entre ciência de formulação, capacidade industrial e agilidade regulatória tem produzido novidades praticamente mensais; avaliar com pragmatismo até que ponto ferramentas de inteligência artificial podem ser incorporadas ao próprio processo de desenvolvimento formulativo local, reduzindo tempo e custo de ensaios; e, ao mesmo tempo, valorizar e escalar a pesquisa acadêmica nacional, que, como mostram os trabalhos da USP financiados pela Fapesp, já produz ciência de ponta em sistemas de liberação controlada, ainda que em estágio pré-clínico.
Entre bigéis que unem sensorial cosmético e eficiência farmacêutica, nanocarreadores cada vez mais sofisticados, pomadas não esteroidais que ampliam as opções terapêuticas em dermatite atópica, produtos consagrados que ganham novo status regulatório, algoritmos que já superam métodos tradicionais de otimização e nanopartículas híbridas capazes de atuar sobre múltiplos mecanismos de uma mesma doença, o mercado de formulações tópicas caminha para um patamar de sofisticação em que a escolha do veículo – tanto quanto a da molécula ativa, e cada vez mais também a forma como essa escolha é feita – passa a ser o fator decisivo entre um produto que funciona no laboratório e outro que, de fato, entrega resultado na pele do paciente.



