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P&G quer Brasil como líder de mercado na América Latina

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Atualmente, país perde para o México em volume de vendas e companhia irá aumentar ritmo de lançamentos

A divisão brasileira da P&G Health tem o plano de tornar o Brasil o primeiro mercado da América Latina até 2025. Segundo o presidente da área, Washington Costa, atualmente, o México lidera em vendas na região por ter um portfólio mais amplo que o brasileiro. Para atingir a nova meta, a companhia deve lançar até dez produtos nesses quatro anos no Brasil.

Costa afirmou que o Brasil, apesar de ser o maior mercado consumidor da região, ainda tem regulações mais restritas para a comercialização de medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês). “No México, além do portfólio maior, é mais próximo aos Estados Unidos e há mais canais de distribuição. Por isso ainda é o maior mercado para a companhia na América Latina. [O México] é evoluído nesse quesito.”

A P&G Health vende no mercado brasileiro medicamentos de quatro classes terapêuticas: respiratória, dor, vitaminas e probióticos, tanto no segmento de OTC como de medicamentos de prescrição. Segundo Costa, os produtos que demandam receituário representam 53% da receita. Já as vendas de OTC respondem por 43% do faturamento, o restante advem de suplementos. O executivo, no entanto, não divulgou a receita do mercado brasileiro ou região.

“O Brasil está entre os 10 maiores mercados para a companhia, estamos em 5º a 6º. A nossa meta é continuar crescendo com sustentabilidade, acima de 10%. Esse ano, devemos crescer cerca de 15%, mesmo com toda a dificuldade”, afirmou o executivo.

Costa ressaltou que a companhia irá trazer produtos inovadores para o mercado brasileiro. Dos lançamentos previstos para os próximos anos a maior parte será de produtos isentos de prescrição. “A nossa meta é que o Brasil represente 25% do faturamento da região. Hoje, a receita da operação brasileira é 18% do total da América Latina”, afirmou o executivo.

Em 2021, a P&G vai apresentar três medicamentos, dentre eles um spray nasal da linha Vick. A média normal de lançamento é de um a dois produtos por ano. Segundo Costa, a companhia está entre as dez maiores empresas no mercado de OTC no país, segundo a consultoria especializada IQVIA. “Vick Primeira Proteção é a maior inovação para este ano. Estamos trazendo em um momento muito oportuno no país, antes da sazonalidade. Lançamos e já vamos colocar o produto no mercado em mais de 60 mil pontos de venda no país. Operamos em mais de 80 mil farmácias do Brasil”, afirmou.

Costa ressaltou que os medicamentos para a categoria de gripe estão recuperando as vendas no país depois e um ano de recuo do segmento em função da crise sanitária. “Logo que começou a pandemia essa categoria, gripes e resfriados foi a que mais sofreu, caiu em 50% a demanda”, ressaltou Costa.

Segundo ele, a categoria recuou 10,4% no ano passado. “Caímos menos que o segmento porque o Vick é o líder de mercado.” Costa afirmou que nos últimos três meses, de dezembro a fevereiro, o aumento nas vendas de antigripal foi de 4%. “ Esse é um bom momento para colocar esse produto no mercado”, disse.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 22.03.2021

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