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Pfizer desenvolve vacina em pó que facilita transporte e armazenamento

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Cientistas da farmacêutica fizeram progressos significativos no planejamento de uma transição da versão líquida congelada para a versão em pó, que pode ser transportada em temperaturas de geladeira

A Pfizer está se preparando para uma longa luta contra a covid-19. Em uma entrevista na manhã desta terça-feira (12), o diretor científico da empresa, Mikael Dolsten, disse que a companhia está trabalhando em uma formulação de sua vacina contra a covid-19 que será mais fácil de distribuir. Além disso, a Pfizer busca formas de atualizar a vacina diante de novas variações do vírus.

Dolsten afirmou que a companhia está trabalhando com uma forma em pó da vacina que poderia ser transportada e armazenada em temperaturas mais altas do que a versão atual.

O CEO da parceira da Pfizer, BioNTech, Ugur Sahin, anunciou ontem que a empresa está desenvolvendo uma versão termoestável da vacina, mas não deu mais detalhes. A proteção atual é enviada a -70 graus Celsius, o que cria desafios logísticos significativos para a distribuição.

Dolsten disse que os cientistas da Pfizer fizeram progressos significativos no planejamento de uma transição da versão líquida congelada para a versão em pó, que pode ser transportada em temperaturas de geladeira e reconstituída no local da vacinação.

O executivo ainda afirmou que a nova formulação será mais fácil principalmente para os países em desenvolvimento, que podem carecer de infraestrutura para lidar com a versão líquida congelada.

A expectativa da empresa é que a versão em pó esteja disponível no segundo semestre deste ano e que substitua integralmente a versão líquida congelada em 2022.

Enquanto a Pfizer diz que a vacina vai funcionar contra as variantes do vírus que causa a covid-19, agora se espalhando no Reino Unido e África do Sul, Dolsten disse que a empresa está se preparando para outras variações que poderiam surgir contra as quais sua vacina seria menos efetiva.

“Acho que o número de mutações que se acumularam neste curto período de tempo mostra que é muito razoável supor que, dentro de um certo tempo — pode ser um ano, dois anos —, as vacinas atuais perderão a eficácia.”

Dolsten disse que a eficácia de 95% da versão atual da vacina da Pfizer significaria que, mesmo com uma proteção reduzida contra novas cepas, ela ainda seria moderadamente eficaz. Ele reiterou que a empresa poderia desenvolver com relativa rapidez uma nova versão da vacina contra novas cepas.

Segundo o executivo levaria cerca de duas semanas para projetar uma nova versão da vacina, seguido por algumas semanas de pré-experimentos clínicos e mais alguns meses para os teste em humanos.

Ao todo, ele disse que o processo levaria cerca de três a quatro meses, o que significa metade, ou até menos, do tempo necessário para desenvolver a vacina atual. “Tudo depende da velocidade com que essa variante está se espalhando.”

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 12.01.2021 

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