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Nutrientes de ação sinérgica no fortalecimento das barreiras físicas epiteliais e da imunidade contra a COVID-19

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A Kilyos Nutrition publicou um artigo de revisão na revista científica Frontiers in Nutrition, descrevendo as ações do zinco e das vitaminas C e D na resposta imunológica.

O ano de 2021 iniciou com a esperança da vacinação em massa contra a COVID-19. Entretanto, mesmo considerando os países em que o processo de vacinação já teve início, a velocidade das imunizações ainda não atingiu o patamar necessário para reduzir o número de infecções causadas pelo coronavírus SARS-CoV-2. Portanto, até o momento, medidas como o isolamento social e a nutrição adequada continuam tendo papel central para a minimização do contágio e do risco de prognósticos mais graves da doença.

Diante das evidências crescentes do impacto da nutrição nas funções do sistema imune, a Kilyos Nutrition publicou, em dezembro de 2020, um artigo de revisão na revista científica Frontiers in Nutrition, intitulado “Zinc, vitamin D and vitamin C: perspectives for COVID-19 with a focus on physical tissue barrier integrity”. A revisão narrativa aborda dois pontos principais: (1) a descrição das evidências científicas das propriedades imunomoduladoras e antivirais do zinco, da vitamina C e da vitamina D e (2) a ação sinérgica dos três nutrientes na manutenção e na integridade das barreiras físicas do organismo, como, por exemplo, a pele e as membranas mucosas, que previnem a invasão de patógenos.

De acordo com os autores, o zinco e as vitaminas C e D apresentam dados científicos robustos que comprovam suas atividades imunomoduladoras na prevenção de infeções virais bem como na otimização da resposta imune quando o organismo é acometido por tais infecções. Dessa forma, a deficiência desses nutrientes, mesmo que marginal, pode comprometer diferentes etapas das respostas imunes inata e adaptativa, facilitando a entrada e a replicação do vírus nas células do hospedeiro e, por conseguinte, aumentando a probabilidade da evolução para quadros mais grave da doença.

Segundo José João Name, MD, PhD, especialista em nutrição humana, diretor médico da Kilyos Nutrition e autor do estudo: “Apesar de enfatizarmos a ação de três nutrientes principais nas funções do sistema imune na prevenção ou durante uma infecção viral, como a COVID-19, é importante frisar que isso não exclui a demanda do organismo por outros nutrientes com propriedades imunomoduladoras e antivirais, como o selênio, cobre, magnésio, ferro e vitamina K2. Por isso, a homeostase dos micronutrientes é fundamental para a manutenção e a integridade das defesas do organismo, reduzindo, assim, o risco de contaminação e de desenvolvimento de quadros mais severos da doença”.

Um dos grandes diferenciais desse estudo é a abordagem da ação sinérgica do zinco e das vitaminas C e D nas barreiras físicas, que correspondem à primeira linha de defesa contra a entrada de patógenos (como vírus e bactérias), toxinas e corpos estranhos no organismo. Os autores apontam que os três nutrientes atuam de forma cooperativa na manutenção e na integridade dos complexos juncionais epiteliais, que funcionam como uma barreira seletiva de íons e moléculas para a corrente sanguínea. Assim, a deficiência nutricional, principalmente do zinco e das vitaminas C e D, pode comprometer esses complexos de proteínas que são importantes para a seleção de moléculas que podem ou não entrar no organismo.

“Quando perdemos essa capacidade de selecionar o que entra no nosso corpo, ficamos mais suscetíveis à entrada de patógenos, como o vírus SARS-CoV-2. Devido à alta demanda do organismo por zinco e vitaminas C e D para a manutenção tanto da integridade das barreiras epiteliais quanto da imunidade, a suplementação com esses nutrientes é uma medida que pode ser efetiva na redução das infecções ou em um melhor prognóstico da COVID-19”, ressalta Dr. Name. Vale destacar que diversos estudos clínicos estão em andamento para confirmar o papel adjuvante desses nutrientes em pacientes com COVID-19.

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