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Cientistas descobrem “sequência de ativação” do Sars-CoV-2

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Equipe alemã investigou como a sequência de ativação da proteína spike possibilita que o novo coronavírus entre nas células humanas. Descoberta é importante para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos

Uma equipe liderada por cientistas do Centro Alemão de Primatas foi capaz de mostrar que a sequência de ativação da proteína spike do Sars-CoV-2 depende de uma protease chamada furina. Essa descoberta — publicada no último dia 1º de maio na revista científica Molecular Cell  — é essencial para que os cientistas possam compreender mais profundamente como o novo coronavírus infecta as células pulmonares.

A proteína spike do vírus causador da Covid-19 serve como “porta de entrada” para as células humanas, pois facilita a ligação entre o microrganismo e a membrana celular. Para que funcione, a proteína precisa ser “ativada” pela furina em seu local de clivagem (processo de divisão celular), conhecido como S1/S2, que contém uma sequência de ativação própria.

“Nossos resultados sugerem que a inibição da furina deve bloquear a disseminação do Sars-CoV-2 no pulmão”, afirmou Stefan Pöhlmann, um dos pesquisadores, em comunicado. “Além disso, nosso estudo demonstra que o vírus usa um mecanismo de ativação em duas etapas: nas células infectadas, a proteína spike deve ser clivada pela protease furina, para que vírus recém-formados possam usar a protease TMPRSS2 para então realizar a clivagem adicional da proteína spike, que é importante para a entrada nas células pulmonares.”

De acordo com os cientistas, para que uma vacina desencadeie uma forte resposta imunológica, ela deve ser capaz de se replicar no corpo em uma extensão limitada, por exemplo apenas no local da injeção. A equipe acredita que a sequência S1/S2 da qual a furina depende para funcionar seja um bom ponto de partida para a criação de medicamentos que previnam a Covid-19.

Incomum em animais
Outro achado curioso dos pesquisadora alemães é que, entre os coronavírus que atingem animais selvagens, a sequência de ativação S1/S2 nunca foi observada anteriormente. “A amostragem de animais selvagens e a busca direcionada de coronavírus com foco na sequência de ativação S1/S2 são necessárias para identificar os vírus que têm potencial para infectar e se espalhar com eficiência em humanos”, explicou Markus Hoffmann, coautor do estudo.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Galileu 06.05.2020

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