A Biolab & Co colocou em discussão o papel dos ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA em diferentes fases da vida, da gestação ao envelhecimento.
O tema foi abordado em publicação recente da companhia com base em estudos sobre os efeitos desses nutrientes no desenvolvimento neurológico, saúde cardiovascular e processos relacionados à inflamação.
Na gestação e nos primeiros anos de vida, o DHA ganha destaque por sua participação na formação do cérebro e da retina. Uma revisão publicada em abril na revista científica Marine Drugs reuniu evidências sobre o uso de ômega-3 em crianças e apontou associação entre níveis adequados desses ácidos graxos e aspectos como desenvolvimento cognitivo, atenção e aprendizagem, embora os resultados variem entre os estudos.
Na população adulta, EPA e DHA são estudados principalmente por sua relação com o metabolismo de lipídios e a resposta inflamatória. O ômega-3 também é amplamente pesquisado no contexto da saúde cardiovascular, com evidências relacionadas à redução de triglicerídeos, embora os efeitos dependam da dose, da formulação e do perfil de cada indivíduo.
Com o envelhecimento, as pesquisas concentram-se ainda em aspectos como manutenção da função cerebral, saúde cardiovascular e processos inflamatórios. A literatura, entretanto, não permite tratar a suplementação como estratégia universal para prevenção ou tratamento de doenças, reforçando a importância de considerar alimentação, estado nutricional e indicação profissional.
Para a indústria farmacêutica, de suplementos e de ingredientes, o tema acompanha a expansão das pesquisas sobre nutrientes funcionais e estratégias de cuidado ao longo da vida. A discussão também reforça a necessidade de diferenciar alegações de saúde já estabelecidas de resultados ainda em investigação científica.



