A BioHarvest Sciences investe cerca de US$ 1,4 milhão concedida pela Autoridade de Inovação de Israel (IIA) para o desenvolvimento de uma nova abordagem de síntese de células vegetais baseada em inteligência artificial.
O financiamento, de caráter não dilutivo, será destinado à integração de ferramentas avançadas de ciência de dados, aprendizado de máquina e sensoriamento digital aos fluxos de desenvolvimento biológico da companhia. A iniciativa tem como objetivo substituir métodos tradicionais de cultivo celular, baseados em tentativa e erro, por uma estrutura orientada por dados e com maior previsibilidade. A proposta combina bioinformática, quimioinformática e IA para prever o sucesso da propagação de células vegetais e aumentar o rendimento de metabólitos bioativos, etapa crítica para aplicações farmacêuticas e nutracêuticas.
Segundo a empresa, o projeto também impulsionará sua plataforma computacional de descoberta, que utiliza modelos preditivos proprietários e monitoramento em tempo real para identificar vias metabólicas mais eficientes em diferentes espécies vegetais. A expectativa é acelerar as etapas iniciais de pesquisa e desenvolvimento, com impacto direto na escalabilidade de compostos complexos de origem vegetal.
Esta é a segunda subvenção recebida pela BioHarvest da IIA em 2026. A primeira foi direcionada à expansão da capacidade produtiva com foco em automação industrial e aprendizado de máquina no ambiente fabril. Já o novo aporte concentra-se na transformação do P&D inicial, criando uma integração entre descoberta orientada por dados e produção em escala.
O modelo de financiamento prevê reembolso condicionado ao sucesso comercial do projeto, a partir das receitas futuras geradas, sem emissão de ações ou diluição de capital.
A BioHarvest atua no desenvolvimento de compostos à base de plantas por meio de sua tecnologia proprietária de síntese botânica, com aplicações tanto como CDMO quanto no desenvolvimento de produtos nutracêuticos e terapêuticos.